28 de mai de 2012

Sandra Annenberg passa a comandar o Globo cidadania

As manhãs de Sandra Annenberg são cronometradas. Enquanto deixa a filha Elisa, de 8 anos, na escola, a jornalista já acompanha as primeiras notícias pela TV do seu carro. A apresentadora e editora-executiva do "Jornal Hoje" costuma chegar à redação da TV Globo, em São Paulo, às 7h30m, já conectada à internet, "ligada no 220 volts", como diz. Depois de apresentar a primeira edição do boletim "Globo notícia", exibida dentro de "Bem-estar", por volta das 10h30m, ela volta toda a sua atenção para o "JH", no ar às 13h20m. Uma rotina corrida que agora terá novas atribuições. Sandra assume o comando do "Globo cidadania", no lugar de Serginho Groisman, a partir do próximo sábado, às 6h45m.
— O dia a dia da notícia é pesado e, mesmo o "JH" tendo respiros, nós passamos notícias tristes. Aceitei o convite para o "Globo cidadania" porque é uma delícia apresentar um programa só com notícias boas — acredita Sandra.
Interessada há tempos em participar de um programa sobre educação, a jornalista conta que outra motivação para acumular este novo $foi o fato de a atração tratar de temas "que possam tornar o planeta mais habitável".
— Eu sou extremamente chata com todas as normas do bem viver. Acredito que só um comportamento correto, elegante, nos ajuda a viver em sociedade — propaga.
A escolha do adjetivo elegante é proposital. Em outubro do ano passado, ao ver uma repórter ser agredida durante um link ao vivo do "JH", Sandra manifestou a sua indignação soltando um "que deselegante" no ar. O vídeo virou hit na web. E a jornalista, involuntariamente, acabou cunhando um bordão já repetido outras vezes por ela no telejornal da tarde.
— O mundo está muito deselegante e as pessoas perderam a noção do convívio social, da gentileza. Eu não senti ninguém indignado com aquilo. Caramba! A menina levou um tombo e as pessoas não discutiram muito a violência do ato. Quando falei aquilo é óbvio que vieram outras coisas impublicáveis à minha cabeça. Aquela foi a forma elegante que encontrei de me expressar. Depois, resolvi brincar e fazer piada com a minha própria reação. Hoje, ganhei esse papel, se você se sentiu desrespeitado por alguma razão, solte um "que deselegante!" — diz, bem-humorada.
Titular do "JH" no fim da década de 1990, a jornalista, de 43 anos, voltou ao comando do telejornal em 2003, depois de uma temporada em Londres. Nos últimos anos, passou a dividir a bancada com Evaristo Costa, com quem diz se entender por simples gestos.
— Já fazemos isso há bastante tempo. A gente buscou uma linguagem mais conversada de dar a notícia. Eu sou o pingue e ele é o pongue — exemplifica.
A história de Sandra com a TV começou $6 anos, em um teleteatro da TV Cultura. Na sequência, passou a aparecer em vários comerciais. Aos 14, tornou-se repórter do programa "Crig-Rá", dirigido pelo cineasta Fernando Meirelles, também na Cultura. Ainda na adolescência, comandou atrações na Bandeirantes e na Record. Em 1985, atuou ao lado de Ronald Golias no sitcom "Bronco", na Band. Foi na emissora que ela também fez a minissérie "Chapadão do bugre" (1988), antes de integrar o elenco do seriado "Tarcísio & Glória", no mesmo ano, na Globo. Sandra esteve ainda em novelas como "Pacto de sangue" (1989) e na minissérie "A. E. I. O... Urca" (1990).
— Eu fui aceitando os convites que recebia, mas o meu caminho não foi lógico.
A guinada na carreira aconteceu aos 21 anos, quando ela estreou como moça do tempo de um telejornal local de São Paulo para, logo depois, ganhar o mesmo posto no "Jornal Nacional". De lá para cá, formou-se em Jornalismo e apresentou do "Fantástico" ao próprio "JN", passando pelo "Jornal da Globo".
— Passei por todos os telejornais da casa e segui um caminho como editora-executiva. Posso atuar apenas nos bastidores no futuro. Eu não sei se estarei no vídeo daqui a dez anos. Preciso ter outros instrumentos — explica.
Apesar de citar Fátima Bernardes como referência e de classificar como corajosa a atitude da colega — que deixou o "JN" para se dedicar a um projeto de entretenimento —, Sandra não pretende seguir um caminho diferente tão cedo.
— Tenho ideias e algumas vontades, todas ligadas ao jornalismo, mas adoro demais o "JH" para abrir mão. E agora não dá para fazer mais nada. Além de jornalista, eu sou mãe, esposa e dona de casa — enumera.
Há 18 anos com Sandra, o jornalista Ernesto Paglia a conheceu na Globo.
— Foi meio que amor à primeira vista — confessa Paglia.
Enquanto ela passou a carregar o marido para assistir a espetáculos de dança e teatrais, ele a aproximou do seu universo.
— Ernesto me levou para o fundo do mar, e eu me tornei mergulhadora — conta.
O casal viaja pelo menos uma vez por ano para praticar o hobby. Eles voltaram a $de Noronha em janeiro e são quase locais — já estiveram na ilha mais de uma dúzia de vezes. Os dois também já mergulharam no Mar Vermelho, no Taiti e na Ilha de Páscoa.
— Digo para a Sandra que ela é o meu ar. É uma brincadeira por conta do mergulho. Uma vez, no aniversário dela (5 de junho), eu aluguei um avião daqueles que fazem publicidade para passar em Ipanema, às 10h, com essa frase: "Sandra, você é meu ar". Marquei muitos pontos ali — recorda Paglia

Fonte: Extra


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